quinta-feira, abril 12, 2007

Grandes Jogadores do Imaginário Popular I

Jogo entre Bulgária e Itália nas quartas-de-final da Eurocopa de 1996.

Inspirado por algumas fontes, que não vão citar devido minha preguiça de linkar, este blogueiro por meio deste blog resolveu criar a série “Grandes Jogadores do Imaginário Popular”. Uma série contando sobre a vida de grandes craque do maior campeonato de futebol do mundo: o International Superstar Soccer.


Para iniciar essa série de grandes figuras, falarei daquele carequinha simpático, com cara de bonachão, que comandava o meio-campo da Bulgária nos áureo tempos do futebol do leste europeu. Falo de Valdisnaow Kostov, ou somente Kostov, como é conhecido o armador do time búlgaro.


É comum vermos o experiente careca aparecendo como titular nos times do International Soccer Team, e até em comerciais, com o do supositório Dermaculóide, tão consumido no leste europeu. No entanto, o carequinha nem sempre teve uma vida fácil. Há quem imagine que o craque começou a vida jogando bola no futebol búlgaro, mas sua história é bem mais complexa e triste.


Aos 9 anos, Kostov viu seu pai ser devorado por um cachorro albino da Tasmânia em plena Sófia, durante a Guerra da Pipino (abro aqui um Parênteses para comentar essa guerra sangrenta entre Bulgária e Romênia. A Bulgária, maior produtora de Pepinos do mundo na época, resolveu boicotar a venda de Picles da Romênia. A Romênia, insatisfeita, declarou guerra à Bulgária e seu Rei, Geoffreyev. A guerra durou 3 meses, e terminou numa grande pizzada na casa do Rei búlgaro), em 1975. Por isso, o meia carequinha partiu para o Azerbaijão, na época URSS, para tentar uma vida melhor. Chegando lá, trabalhou como vendedor de peixes e barbeiro. Chegou a inventar uma poção infalível para cortar o cabelo sem a necessidade de tesouras, no entanto, acabou não conseguindo vendê-la (Desde lá, Kostov é careca). Com 15 anos, desanimado e vendendo peixe, Kostov resolveu tentar a sorte com outra coisa. Tentou a peteca olímpica, salto com patinete, corrida com ursos e o mais estranho dos esportes: o futebol!


E foi neste, que Kostov se encontrou. Jogando no Babilau Zagreb de Baku, capital do Azerbaijão, Kostov fez sucesso, e aos 17 anos classificou a equipe pela primeira vez à Champions League. O craque, mostrou tanta categoria, que aos 18 anos foi contratado pelo Colônia, da Alemanha, onde jogou até os 23 anos, conquistando o bicampeonato alemão. De muita habilidade, mas poucos gols, Kostov disputou sua primeira Copa International Superstar Soccer aos 24 anos, na famosíssima Copa de 1990, na Bósnia-Herzegovina, levando a Bulgária às quartas-de-final, perdendo somente para a Itália, da jovem revelação Galfano.


Graças ao excelente desempenho, Kostov foi contratado no ano seguinte, com 25 anos, pelo Real Madrid, onde fez o resto de sua carreira de sucesso. De poucos gols, mas muita habilidade, o meia conquistou o coração dos torcedores e cinco Champions League, três Copas Intercontinentais Toyota, e mais seis títulos espanhóis, além de quatro recopas européias, uma Copa da Uefa e cinco Copas do Rei da Espanha. Em 1992, Kostov levou a Bulgária às semifinais da Eurocopa International, chegando como artilheiro, fato raro, da competição (5 gols). No entanto, a seleção não passou da Holanda e amargurou um quarto lugar.


Dois anos depois, na famosíssima Copa da Ch(x)ech(x)ênia, Kostov fez a melhor campanha internacional da História da Bulgária, ao conseguir o vice-campeonato Mundial, perdendo a final para o Brasil de Allejo, por 2 a 1 (um de Allejo e um de Gómez).


Ao lado de Jurenkov, o carequinha levou a Bulgária a feitos inéditos e a ser uma das seleções mais respeitadas do mundo. Na Euro 1996, aos 30 anos, o careca fez sua última competição oficial com a seleção, ao levar a Bulgária às quartas-de-final do torneio realizado na Itália, perdendo para a equipe da casa, do já consagrado Galfano. Em 1997, fez sua despedida oficial da seleção ao vencer os EUA por 5 a 1, inclusive com uma jogada plástica do craque, que deu uma carretilha do meia/zagueiro Marcion.


Foi nesse ano também, que ele venceu seu primeiro prêmio como jogador. O título de melhor do Mundo pela International Superstar Soccer Association. Ele repetiu o feito em 1998, dois anos antes de encerrar sua carreira.


Em 2000, fez seu último jogo oficial na vitória por 3 a 1 do Real Madrid contra o Racing Santander na última rodada do Campeonato Espanhol. Nesse jogo, o craque fez um gol e deu passes magistrais para outros dois.


Hoje, Kostov cria camelos, vacas e bodes em um distrito de Sófia, seu país natal.

Kostov em números:

Jogos: 956
Gols: 250

Times: Babilau Zagreb (AZB); Colônia (ALE); Real Madrid (ESP); Seleção da Bulgária
Títulos: Campeão azerbaijanense (1983); Bi-Campeão alemão (1987/88); seis vezes Campeão Espanhol (1992/93/95/97/98/99); cinco vezes Campeão da Copa do Rei de Espanha (1991/1992/94/97/98); seis vezes Campeão da Supercopa da Espanha (1991/92/94/96/97/98); Campeão da Copa da UEFA (1992); cinco vezes campeão da Champions League (1993/94/96/97/98); tri-campeão Intercontinental (1996/97/98); artilheiro da Eurocopa (1992); três vezes melhor jogador da Europa (1996/97/98); duas vezes melhor jogador do mundo (1997/98);vice-campeão mundial com a Bulgária (1994); Campeão do leste-europeu com a Bulgária (1993); melhor jogador do mundial (1994)

Ficha de Kostov:
Nome: Valdisnaow Kostov Nascimento:13/02/1966, em Sófia-BUL Posição: meia-atacante


sexta-feira, março 23, 2007

Editorial: O que todo mundo já sabe, mas não custa relembrar

Então pessoas...como vocês, o JoD, os professores e a Cásper inteira já sabem, eu estou naquela revista do núcleo jovem da editora da arvorezinha.
Mas porque toda essa frescura em (não) citar nomes? Bem, porque vou contar uma história banal sobre a próxima edição da revista.

A revista tem uma seção chamada "Alguém me explica", onde perguntas "A la" Mundo Estranho são respondidas. Na próxima edição, uma das perguntas respondidas foi: "Qual é a origem do 1º de Abril?" que, inclusive, foi sugestão da Fê (minha namorada, não a fefasilva).

Pois bem. Apurei, parindo um texto de uns 1500 toques. Durante o texto, dei a quebra obrigatória no assunto, já de praxe na sessão. Na quebra que dei, citei as brincadeiras que a imprensa fazia no 1º de Abril. E, claro, minha irresponsabilidade casperiana me fez lembrar do caso do Boimate, quando a revista New Scientist publicou uma falsa matéria em 83 sobre uma "coisa" feita com a fusão de células de um tomate com as de um boi.

"E daí?", diria o incauto que não prestou atenção ao C.C. ano passado. E daí que, algumas semanas depois, aquela revista semanal, a "Olhe", republicou a notícia (apuração terciária é o que há), crendo que estava dando o maior furo do ano.
Logo depois, quando percebeu que publicou a maior "barriga" - notícia falsa - do país. Ela não se tocou do erro, que foi corrigido pelo OESP, que não perdoou e ficou sacaneando ela por um bom tempo.

Tá. Então eu coloquei essa história, resumida, na minha matéria. E eis que hoje, na minha mesa, vejo o print (matéria impressa no formato que irá sair) da sessão, com um enorme X negro em cima do trecho do boimate, com um comentário da editora-chefe ao lado: "Outro exemplo".

Sabia que isso iria acontecer, sabia que isso podia (e pode) queimar meu filme aqui e sei que esse post pode terminar de cagar tudo.
Mas e daí? Que graça tem a vida sem um pouco de adrenalina? Ah, e tem aquela maldita ética também...

quinta-feira, março 22, 2007

Quadrinhos



Nunca, jamais, em hipótese alguma digam que o ócio não é produtivo.

terça-feira, março 06, 2007

Da diretoria do S.E.J.

Júnior Filho, atual dirigente da divisão de futebol da Sociedade Esportiva Jossé, é um jovem e bonachão senhor que acredita na renovação: baseado nisso, rege o clube há treze anos.

Filho de Júnior III, é na verdade bisneto de uma família tradicionalíssima de Saint Joseph of the Black River, interior da província de Saint Paul.

Incomodado com as duras críticas que recebeu ano passado devido às suas polêmicas contratações no meio do ano (Donzello e Tomate), resolveu assumir postura mais agressiva nessa pré-temporada e deixar esvair a fortuna do clube (estimada em dois reais e um chiclete seminovo) desde que se tratasse de algum bom investimento.

Inscrita a equipe na Copa Gérson 2007 – o que congela transferências -, põe-se a comentar as negociações que ocorreram no período das férias numa carta à imprensa:

“Não esperava tão brilhantes atuações de Camilo Donzello e Daniel Tomate. Os dois levaram o time nas costas – no bom sentido – em direção a um sucesso nunca antes visto na história aurirubra.

Porém, estamos falando de uma instituição, e não de uma simples equipe montada de improviso em alguma salinha obscura onde foi fundada a Intercom. Jossé é alegria do povão, é um estado de espírito.

Isso implica numa torcida fabulosa, a Mancha Jocosa, mas que pode ser terrível em momentos de crise. Foi o que aconteceu após a eliminação do time pelo arqui-rival XV, que deixou nebulosa a atmosfera jossénse.

Como sabemos que é com trabalho que se faz a conquista, aproveitamos as férias e fizemos um treinamento intensivo sob o frio de Oslo, uma pré-temporada na equipe onde Donza jogou antes.

Disso surgiu a solução para um dos maiores problemas jossénses: a falta de um goleiro com atuações sólidas e/ou que não tivesse faniquitos de querer ir para a linha. Donzello começou a treinar no gol e surpreendeu a todos com a “Mão-trocada-manca”, versão defensiva de seu eterno drible.

Além disso, aspirantes a ídolos foram sondados pelo Jossé: o bixo Vinícius Leonel, de RP, o goleiro Nícolas (ex-XV), Bruno Lazaretti, Yuri Bucaretchi (atualmente no XV de JoC, mas que traria velocidade à ala esquerda da equipe), entre outros.

No entanto, apenas um jogador foi contratado – Rafael Gobbo, ‘Rafão’, que demonstrou raça e qualidade técnica à altura do Jossé nas inúmeras peneiras realizadas. Não se trata de economia porca, absolutamente. Rafão realmente tem tudo para ser o novo xodó da torcida, como foi Tomate com seu shortinho. [nota – Rafão ainda não decidiu o número de camiseta que irá usar, mas seu manto certamente terá alto valor comercial. Afinal, o Ronaldão veste 99 e todo mundo compra.]

Outras novidades são a imediata mudança do símbolo [nota – embora ainda não seja um assunto encerrado, é quase certa a escolha do modelo ‘Super J’ previamente apresentado] e a confecção de uniformes de série limitada na segunda metade do ano, quando disputaremos nossa segunda Mané Garrincha. Deve agradar colecionadores e aficionados em geral.

Grato,

Júnior Filho “

O plantel jossénse nesse primeiro semestre é composto por:

#1 - Donza (Camilo Cavalcanti)
#7 - Gustavo Pato (Allan Brito)
#11 - Luquinhas (Lucas Carvalho Domanico Lattaro Mello)
#10 - Bellar (Guilherme Belarmino)
#9 - Pijo (Felipe Gomide)
#4 - Shrek (William Corrêa)
#26 - Abravanel (Fernando Cecconello)
#14 - Tomate (Daniel Tomiate)
#? - Rafão (Rafael Gobbo)

As especulações agora se limitam ao time titular e à existência (ou não) de um calendário underground pré-temporada, com jogos-treino e amistosos em geral.

Ainda não existem rumores sobre o paradeiro da ficha de inscrição do Nanami F.C. para a Mané Garrincha 2006.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

O circo da SPTrans e os palhaços. Nós.

Eu fiz um texto para o blog da redação da revista onde agora vou estagiar, uma revista com um público diferenciado da editora da arvorezinha.

Como não estou com saco de editar para nós, jocosos, então segue o mesmo na íntegra. Desistam de fazer chacotas com a minha mais nova profissão. Não é go go boy, viu Daniel?
O texto é de utilidade pública, e pretendo enviar pro CAVH também, quando eles pararem de jogar Guliver (sim, tinha uma mesa dessas na sala deles).
Opinem, sacaneiem, xinguem, apropiem e chorem. Mas falem.

Ano novo, vida nova e (más) novidades. 2007 chegou e com ele, a inevitável integração entre a SPTrans, Metrô e CPTM no Bilhete Único.
Até aí, tudo bem, já que juntar tudo em um bilhete só é prático (mas ainda prefiro os bilhetes de metrô de papel, muito mais rápidos). Contudo, a prefeitura e o governo do estado aproveitaram a oportunidade para ter mais controle no mecanismo mais útil para nós, pobres transeuntes e usuários do transporte coletivo paulista. O bilhete escolar, aquele que dá 50% de desconto nas passagens também foi unificado, e com ele, o sistema de pedidos. Ok, e qual o problema?

Para explicar, vamos usar um exemplo: Você mora em um bairro onde não há metrô, e sua escola ou faculdade são muito longe, do outro lado da cidade. Um jeito rápido para você ir é pegar um ônibus até o metrô, atravessar a capital debaixo da terra e depois ir do metrô até a escola ou faculdade a pé, pois são pertos da estação. Ótimo, mas o sistema unificado da SPTrans mostrou que tem um ônibus que passa em frente à sua casa, atravessa a cidade em um longo percurso temperado com congestionamentos e pára na porta da sua escola. Para eles, porque gastar R$ 2,30 (duas passagens escolares) para ir em um lugar se você pode gastar só R$ 1,15? Então, pela metade do preço e pelo triplo do tempo, você vai estudar e depois voltar para casa, fazendo o mesmo percurso.

Não preciso nem dizer que esse mecanismo está prejudicando milhares de estudantes que usam o transporte coletivo todos os dias. Sem divulgação, essa nova metodologia da SPTrans está deixando muita gente vermelha de raiva. A alegação deles é simplificar. Todavia, estão sacaneando, já que muitos estudantes, que já penavam para pagar a tarifa de R$ 4,60 (quatro passagens escolares) todos os dias, imaginem agora, que irão gastar R$ 6,90(duas passagens escolares e duas inteiras). Um acréscimo de 150% nos gastos.

Agora que a situação está apresentada, vamos às considerações:
- esse sistema sobrecarrega o já saturado transporte coletivo de ônibus
- como pouca gente irá aceitar a situação, os estudantes terão que arcar com o transporte “adicional” que irão utilizar
- quem teve a brilhante idéia de fazer isso não estudou logística, que explica quais são as funções do metrô e ônibus: o metrô não leva a um lugar onde o ônibus não vai. A diferença é que ele é muito mais rápido. O ideal são os ônibus atenderem às regiões onde não há metrô, além das zonas vicinais à estação (como é o caso do nosso exemplo).

Justificativa dos gênios: diminuir as fraudes do bilhete escolar. Tinha gente que solicitava sem precisar, dava as passagens para toda a família, além de usar os bilhetes para tudo, menos para ir à escola. Só que para controlar isso, eles possuem outros meios, como solicitar à cada aluno o caminho que ele faz para ir à escola, quais os meios de transporte utilizados e sua devida justificativa. Além disso, podem bloquear o uso do bilhete aos domingos e sábados, para quem não tem aula nesses dias.

Mas tirar a cota de metrô é muito mais fácil, claro. Contudo, quando você carregar seu bilhete único com 50 passagens, elas poderão ser utilizadas tanto no metrô quanto no ônibus, mas irão se esgotar no meio do mês.

Então, vamos deixar isso barato? Ver nossos pais (ou nós mesmos) gastarem mais dinheiro para bancar a nossa educação, que já é onerosa?
Espalhe isso pros seus amigos, amigas, pais, conte o quanto está indignada (o). Mande e-mail’s para jornais, revistas e emissoras. E comente: você acha justo isso? Qual a sua opinião?

sábado, fevereiro 03, 2007

Parabéns!


"Aniversariantes - Fevereiro 2007

(...)

3 Carlos Roberto da Costa Professor adjunto¹"

(Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem? Eu não tô fazendo nada, você também!)

Deixemos aqui nossos parabéns a um dos mais queridos (?) professores do nosso primeiro ano.


¹SCARMELOTE, Geoffrey - A Imprensa nº 586

domingo, janeiro 07, 2007

Mudanças na SOCIEDADE ESPORTIVA JOSSÉ



Nossa equipe sempre sofreu duras críticas à sua base palestrina, já que ostenta muitas semelhanças com o time verde da Barra Funda (inclusive a qualidade decadente do futebol, mas isso não vem ao caso). Além disso, alguns craques nunca esconderam o descontentamento com as cores um tanto bregas do time: convenhamos, a combinação vermelho/amarelo não é mesmo das mais felizes.

Uma solução simples pra esses dois problemas seria transformar o aurirubro de umjocê em alvirubro de doisjocê, que, mantendo o amarelo tradicional, seria agora tricolor.

Além disso, mudaria também o escudo da Sociedade, a fim de colocar a cor branca em maior evidência. Isso ajudaria ainda na confecção dos uniformes (visto que bordar aquele leãozinho é impraticável) e nas pixações da sala nos dias de jogo (é propaganda, oras).

De qualquer maneira, isso não é um governo autoritário do cartola Júnior Filho. Portanto, qualquer um pode esboçar um símbolo pro Jossé, seja jogador ou integrante da Mancha Jocosa. Eu desenhei quatro, como pode ser visto acima:

1 - Jossé 2007 LISTRADO. Talvez a idéia mais infeliz dessas 4, chega a lembrar um pouco o escudo do arquinimigo XV de JoC. Mas sem a águia. E com listras. Enfim, não parece nada com o símbolo do XV.
2 - Jossé 2007 SAVÓIA. Esqueçam tudo o que eu disse sobre distanciamento do Palmeiras: esse modelo nada mais é do que a Cruz de Savóia - primeiro símbolo do então Palestra Itália - com um 'aplique' jossénse.
3 - Jossé 2007 CUME + 3 ESTRELAS. Não sei de onde surgiu esse layout bizarro e esse nome mais bizarro ainda. Fato é que, desconsiderando a estrela do meio, esse escudo parece um passarinho pokemón visto de frente.
4 - Jossé 2007 PELOTAS. A inspiração vem do escudo do E.C. Pelotas, time da cidade natal de muitos casperianos. É o mais 'racunho' de todos: pode ficar bonito com um pouco mais de desenvolvimento. Diminuir as faixas amarelas já ia melhorar bastante.


Mudanças mais significativas e menos metrossexuais, como contratações, agendamento de amistosos e implementos táticos serão em breve expostas pelo porta-voz, ala, pivete e sócio-fundador Allan Gustavo, nos comentários desta postagem ou em outro post.

A direção do S.E. Jossé agradece qualquer tipo de colaboração, porque sabe que, independente de quem entre em campo, o Jossé somos todos nós.


Atenciosamente,
Daniel Neri Tomiate
Estagiário substituto do assessor adjunto da presidência / Goleiro calhorda / Vencedor do Troféu Bola de Ouro 2006
Sociedade Esportiva Jossé

sábado, dezembro 30, 2006

Um pouquinho de seriedade, porque ninguém é de ferro

Hoje, sábado, dia 30/12/2006, morreu o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein.

Independentemente da sua opinião sobre a pena de morte e atrocidadezinhas totalitárias do tipo, é fato que não é necessário que se exponha de tal maneira um homem que, bem ou mal, liderou uma nação por uma pá de anos.

Façamos, então, um pequeno exercício mental: Imagine, senhor leitor, que algum ex-presidente ianque seja condenado à morte em seu país. Qualquer um, a seu gosto. Clinton, Bush pai, Reagan, Carter, Ford, Nixon (melhor parar antes de chegar em figurões do naipe de Lincoln e Jefferson). Ligue sua TV na BBC (que, pra quem não sabe, mostrou um vídeo da execução crápula-recém-presunto em sua 'filial' árabe) e veja em cores o que seu escolhido falou nos últimos segundos de vida.

Parece estranho? Pense agora na majestosa senhora Condolezza Rice disparando a seguinte frase: "Queríamos que a morte de [insira aqui o seu presidente favorito] fosse um dia histórico, marcado apenas por este fato, que fecha uma etapa na vida do país." Pois foi o que disse Al-Rubaye, conselheiro de segurança nacional do presidente do Iraque.

[Voltamos agora à programação humorística normal desse brógue.]

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Os Mullet’s do Patrão

Bem, esta é uma saga que se iniciou com o trote. Lá, meus belos e sedosos cabelos foram irremediavelmente danificados pelos veteranos, o que me obrigou, após muita conversa com o meu psicólogo, a cortá-lo.

O fiz com muita dor no coração, mas com uma esperança que me dava forças para prosseguir: eles iriam crescer de novo. E cresceram. Porém, junto com meus cabelos, aumentaram as críticas, as brincadeiras, as gozações. Por mais de uma vez passei a aula chorando no banheiro, achando que o problema era comigo. Mesmo porque, pensava: "Poxa, mas eles são tão bonitos! Quando é no Chitãozinho todo mundo gosta né?"

Com essa reflexão na cabeça, percebi: era pessoal. Depois disso, pensei em inúmeras maneiras de largar tudo isso, abandonar essa faculdade onde só brincavam, não levavam nada a sério. Nem meus Mullet’s.

Cogitei trancar, largar. Nos piores momentos da minha depressão, pensei em coisas até piores: Me jogar na Paulista, prender a minha respiração até eu morrer, ficar cheirando a garrafa nojenta do Daniel até provocar danos irreversíveis nos meus pulmões...

Porém, quando eu já tinha tomado a minha decisão, de tarde, no meio da Sala 1 do 5º andar, que estava vazia, algo ocorreu. Me levantei para sair da sala e consumar minha decisão quando a porta se fechou. Logo depois, todas as janelas bateram, e as luzes se apagaram. Uma névoa de gelo seco começou a sair por baixo da porta que nunca havia sido aberta, próxima à janela.

Luzes começaram a piscar de dentro da porta, e eu conseguia ouvir uma música bem baixa, que emanava da mesma:

Vem meu amor vem meu chu-chu
Vem bem pertinho fazer glu-glu
Glu-glu para mim glu-glu para tu


Em pânico, sentei na cadeira, estarrecido, e vi a porta se abrir. De lá saiu uma figura alta, com cerca de 1,61 de altura, com uma grande capa negra, como a de boxeadores, cobrindo seu corpo e seu rosto. Em cada lado da capa havia uma letra: C e L. O que seria? Uma profecia? Mas antes que eu pudesse pensar em algo, a figura se aproximou de mim, e com uma voz que lembrava o Darth Vader após inalar hélio, me disse:

-Você é o patrão?
Assustado, confirmei com a cabeça
-Já ouvi falar muito de você. Uma garota, chamada Butilce, comenta muito sobre o senhor durante as aulas.
Nessa hora fiquei feliz, estavam falando de mim!
-Ela falava que você é pornô e não tem noção.
Depois disso peguei uma lista amassada com inúmeros nomes e riscos e escrevi com um lápis já previamente colocado na carteira: Butti. Ele viu a minha lista, mas a amassei e a guardei no bolso logo em seguida.
-Bem, não importa agora. O que importa é o que eu tenho pra te dizer. Sabe, já faz muitos anos que eu moro aqui. E apesar de todo mundo achar que foi o CC que me trancou aqui, essa não é a verdade.
A triste figura viu a minha cara de incompreensão e continuou:
-Lembro-me como se fosse hoje: era 13 de novembro de 1952. Nevava muito lá fora, então resolvi ficar dentro da sala, esperando a tempestade acabar. Para passar o tempo, brincava de paciência com um baralho que eu trazia no bolso. Porém meu jogo foi interrompido com o barulho da porta se abrindo e uma linda figura aparecendo na sala, toda cheia de neve. Aí cumprimentei-a: “Rosângela! Como vai você?”
Tremendo de frio, ela largou as coisas na carteira e me disse:
-Morrendo com toda essa neve, Israel. O que você está fazendo aqui?
-Expliquei tudo a ela, e depois de um pouco de conversa, um clima rolou. Olhei-a com segundas intenções, e apontei para a porta entreaberta próxima a parede. Entramos, e o que aconteceu lá dentro, nem eu acreditei. Mas quando eu já estava partindo para a 3ª rodada sem tirar, ouvi um barulho na porta:
“Bééééééééé, seu tempo acabou!” Após isso, a porta se fechou. Desesperado, tentei-a abrir, em vão. Porém, quando vi a cara chorosa de minha amada rôrô, tive forças o suficiente para empurrar a porta, até ela ceder um pouco, abrindo-a alguns centímetro. Olhei para ela e disse:
-Vá querida. Vá você e procure ajuda! Pegue o elevador e chame por algum bedel. Eu te espero.
Com lágrimas nos olhos, ela foi, e me disse adeus. Retribui, gritando:
-Adeus Petinha! Te amo!!

Porém ela não chamou por ajuda. E desde então fiquei aqui.
Nisso, eu precisei intervir:
-Tá, e o que eu tenho a ver com isso?
-Você não entende patrão? Nós fizemos amor!
-Sim, e daí?
-Eu não tinha usado camisinha! E ela estava sem a tabelinha!
-E?
-E daí que ela engravidou!
-Sim, isso acontece de vez em quando.
-De mim!
-Ainda bem né?
-E deu a luz um menino!
-Podia ser uma menina.
-E ela botou o nome dele o mesmo nome do pai dela.
-Que seria...?
-Carlos Roberto da Costa!

Um trovão caiu na rua, e as luzes se acenderam. O vulto desapareceu, e a porta voltou a se fechar.
Eu tinha entendido agora. Tudo fazia sentido. Eu devia cortar os meus mullet’s.

Fui ao cabeleireiro. Com um gesto, apontei pros meus cabelos que estava abaixo da orelha, e rapidamente ele me colocou na cadeira para executar o serviço.
Saí, satisfeito, e pronto para desfrutar de novo tudo o que esse mundo há de bom.

Nada mais iria me impedir, pois agora eu estava em concordância com esse mundo cruel de rótulos e moldes pré-fabricados.

Patrão, essa sua risadinha é ridícula!

AHHH, VAI TOMAR NO C*!


(Obs: Em breve foto recente desse escriba que vos fala, sem mullet's)
(Obs²: Perdoem erros de concordância, gramática, ortografia, sintaxe, conjugação verbal e similares, por favor. Estou de férias.)

quarta-feira, dezembro 06, 2006

II Farnel do JoC

Domingo, Dez de Dezembro – está começando o Fantástico... II Farnel do JoC!

Para os pseudo-cults, cults e demais envolvidos em discussões sobre a indústria cultural, estaríamos comemorando o 86º aniversário de Clarice Lispector.
Para os que gostam de futebol, é aniversário de 25 anos do gaúcho Fábio Rochembach, jogador do Sporting Clube de Portugal que já teve passagem pela seleção brasileira.
Para os que sabem o que a vida tem de bom, a modelo/atriz/ex-paquita/gostosa profissional Luciana Vendramini completa seus 35 aninhos no domingo.

E, claro, como é tradição da JoC Produções (pronuncia-se JôCê), tão importante data não poderia passar batida. Para estarmos celebrando, vamos estar organizando mais um churrasco, e vamos estar contando com a participação de Vossa Senhoria. Outras celebrações menores seriam o final da melhor temporada da história do S.E. Jossé e o aniversário de um mês e quatro dias do blog dos jocosos. Lembrando que nossos churrascos têm a fama de humilhar até a mais foda das festas da querida Atlética, atual brilhante VICE campeã da Mané Garrincha.

Uau, lindão! Mas quanto morre nessa brincadeirinha toda?

Ora, o mesmo preço de antes, já que, diferente do ônibus, do metrô, do pedágio, da inflação e da mensalidade da nossa querida faculdade, nós não aumentamos as nossas taxas. Continua em 4,62 dólares, aproximadamente. Ou 10 reais, para os menos abonados. Preço válido para homens e mulheres (casos não explicitados nesse convite serão julgados pelos hostesses). Se preferir, leve comidinha/bebidinha nesse valor aproximado.

Lindão! Mas onde diabos fica isso?

A localização seria no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, a Bambinera, mas tivemos algumas dúvidas sobre a falta de infra-estrutura do lugar e preferimos não arriscar. Será no mesmo lugar de antes, a Morada do Amor, ou “casa do Lucas”, pros novatos.

Oras, isso fica na rua Henri Dunant, 1040 - Chácara Santo Antônio, ao lado do Morumbi Shopping. Começará às 10 horas da manhã.

Ôpa, lindão! Mas como eu faço pra chegar lá naquele cudimundo?!

Apesar de longe de tudo e de todos, o lugar é de fácil acesso:

Busão:

1- Qualquer um com letreiro 'Shopping Morumbi' serve.
Quando chegar no tal shopping, ligar para o Lucas. Lembrando que, para não perdermos tempo, as pessoas só serão resgatadas no shopping quando formarem grupos de 15. Ficar buscando um por um seria desgastante e nos privaria de uma ou duas latinhas de cerveja, levando em conta a voracidade alcoólica de nossos convidados.

2- Estação Berrini CPTM - Metrô Conceição.
Ao descer no ponto em frente ao Telhanorte, atravessar a Roque Petroni, vá por dentro do MorumbiShopping e saia pela Saraiva. Você já está de frente para a rua. À sua direita, aliás. Qualquer pessoa com mais de 2,5 neurônios acha. Para a grande maioria dos convidados, porém, estaremos à disposição.

Carro:

Procura no GuiaMais, Jão. Mas é no 1040 da rua entre os shoppings Morumbi e Market Place.

Trem:

Estação Morumbi da Linha C (Osasco - Jurubatuba)
Saia pela Avenida João Dória (de frente para o Shopping Market Place), vá até o final da rua e vire à direita. Siga em frente, e, quando vir uma escolinha de futebol em cada esquina, já está próximo.

Embarcações:

Aviso aos navegantes: é ao lado do rio Pinheiros. Em dias de chuva, é possível estacionar seu jet-ski, iate, caiaque ou canoinha na cozinha.

Maiores dúvidas podem ser esclarecidas pelos hostesses d’A Festa:
Rodrigo Patrão: 9530-4697 / 6201-6923
Luquinhas Parmêra: 8276-9924 / 5181-4344
Daniel Tomate: 8271-9434 / 5062-0151


Atenciosamente,
Daniel Neri Tomiate & Rodrigo Pinto Ribeiro
Estagiários substitutos do assessor adjunto da presidência
JoC Produções

Endereço bonitinho:
http://www.geogreeting.com/view.html?zh4K_15Y+hY-2vFI+giyqHlC+B

quinta-feira, novembro 30, 2006

Grandes Mistérios da Umanidade



A foto acima prova que o prédio da Gazeta foi construído - eu acreditava até então que era alguma formação rochosa peculiar, de onde brotou a Avenida Paulista e a cidade de São Paulo.

Construção da Gazeta, pra mim, era tipo cabeça de bacalhau, enterro de anão ou ovo de pombo - ninguém viu, ninguém conhece quem viu, ninguém conhece quem conhece quem viu.

terça-feira, novembro 28, 2006

Diário do Dia

Esportes com Bola:Futebol________________________________________________
Campeão é definido em partida decisiva

27 de Novembro de 2006

Ontem, um dia antes de hoje, foi definido, em partida decisiva, o Campeão Nacional deste país.
Em partida disputada em um estádio de futebol, sagrou-se campeã a equipe que venceu a partida. O mais impressionante, foi o fato de o campeão, coincidentemente, ter marcado mais pontos que todos os outros concorrentes durante o campeonato de futebol.

No jogo, realizado no dia 26 (vinte e seis), também conhecido como ontem, venceu a equipe que marcou mais gols e que também sofreu menos. O goleiro da equipe vencedora, Julio Defendi, o menos vazado do dia, afirmou com toda a certeza que sua equipe só venceu porque marcou mais gols que o adversário: “Vencemos porque marcamos mais gols e sofremos menos. Se tivéssemos tomado mais gols e feito menos, teríamos perdido”.

A equipe venceu, na frente de todos os outros, o Campeonato Nacional pela terceira vez, sagrando-se Tricampeão nacional. É a primeira vez que a equipe vence pela terceira vez o título nacional.

Os torcedores, que estavam muito contentes com a vitória, comemoram o tricampeonato como se a equipe fosse campeã Nacional pela terceira vez: “É a primeira vez que somos campeões nacionais pela terceira vez. Isso é também, um fato inédito”, disse o nada triste torcedor do clube de futebol campeão.

Agora, a equipe campeã defende o título no Campeonato Nacional do ano que vem, que ainda não começou.

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Dicionário Sheiiês: Caiiamidaide (Ca/ia/mi/dai/di): É quando tuido fiica destuido. Que neim acointeiceu com a chuiva que caiu na cidaide de São Pauilo nos uitimos dias.

Dicionário Duplês: Dica (DI/ca): Dica é Dica. Só te dou uma Dica: Dica, não pergunte o que é DICA.

Dicionário do Patrão: Cachorro Quente (Ca/xô/ro/Qen/te) É quando seu Poodle é assado em um forno (cri...cri...) Silêncio Patrão....

domingo, novembro 26, 2006

DIÁRIO DO DIA


COTIDIANO DO DIA-A-DIA__________________________________________________

Assalto no Rio
Assaltantes assaltaram turistas, e não o contrário, e levaram para si tudo o que, na ocasião, roubaram deles.
18 (dezoito) turistas, que não moram na cidade, foram assaltados ontem por homens que queriam seus pertences. Os assaltantes usavam armas nas mãos e não pagaram pelos objetos de valor de que se apropriaram dos turistas, donos dos objetos. Ao ser questionado se pretendia ser assaltado durante a viagem, o inglês, que foi ao Rio vindo da Inglaterra, John British disse que "não pretendia ser assaltado durante a viagem". A polícia não conseguiu prender os bandidos, mas tem certeza de que são eles os culpados pelo ocorrido. Os turistas foram mantidos em liberdade. Nenhum dos 18 (dezoito) gostou de ter sido assaltado e 100% deles - o que equivale a 18 (dezoito) turistas - espera que isso não aconteça novamente como já aconteceu uma vez, justamente ontem.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Grandes craques à frente de seu tempo - 2

Daniel Tomiate, O Jovial Tomate
(Devido a Inoperância do nosso provedor, ESSA BOSTA DE BLOGSPOT, naõ consegui postar fotos! Assim q essa merda resolver funcionar, eu coloco. PS: Eram 3 FOTOS!! TRÊS!!!)


Jovialidade, inocência, cara de menino. São essas as características que marcam o traquinas zagueiro/goleiro do Jossé, de vulgo "Daniel Tomiate", Tomate para os íntimos.Mas para quem pensa que essa jovem revelação sempre foi esse menino saudável e carismático, está enganado.Tomate nasceu no ano de 1995 (apesar de suspeitas de que seja gato, e na realidade tenha nascido em 1997) no coração do Ipiranga, bairro periférico (quase Diadema) da capital paulista.Ainda menino, com toda a sua ginga, foi para o Rio de Janeiro, onde teve os primeiro contatos com a redonda. No entanto, o curinga do time do Jossé, ao contrário de todos os craques do time, iniciou sua carreira na areia, jogando pelo Clube Atlético Piscinão de Ramos, onde acabou sendo destaque ao marcar 7 gols de bicicleta voadora numa mesma partida (isso tudo, aos 3 anos de idade).

Com cerca de 5 anos, mais amadurecido, o jovem Batuta (apelido que ganhou no Rio), acabou se tranferindo para a cidade de Curitiba, onde aprendeu que Piá é muito mais do que o lugar onde se lava a mão. Na capital paranaense, Tomate inovou com o lançamento de um vestuário que fez sucesso por todo o Brasil, o mini-short sexy vermelho. Com esse modelo, e jogando como zagueiro, Tomate iniciou a carreira nos gramados do Alto da Glória, jogando pela espetacular Associação Atlética Curitibana de Desportos, a AACD, onde adquiriu toda sua ginga e experiência.

Dizendo não ser mercenário, recusou-se a jogar no COXA (Clube Onaireves Xaves Atlético). "Nunca jogarei por dois clubes de uma mesma cidade", disse o Franco Baresi brasileiro. Ainda jogando pela AACD, iniciou sua carreira de goleiro, em que obteve sucesso extraordinário ao fazer 8 defesas espetaculares, utilizando apenas a sua rechonchuda bunda, contra o COXA.Quando completou 8 anos, Tomate recebeu uma irrecusável proposta do América de Monte Santo de Minas, para disputar a série C do Campeonato Mineiro. No entanto, as negociações não andaram devido a suspeita de que tivesse adulterado os documentos no início da carreira, ainda no Rio. Havia suspeita, devido a sua face jovial e jocosa, de que Tomate, na realidade, tivesse 6 e não 8 anos como apontavam seus documentos. (A idade do atleta ainda é uma dúvida).Triste pelo fracasso das negociações, Tomate resolveu investir em outro esporte: A Peteca Olímpica. Ainda pelo seu clube, a AACD, o Backenbauer brasileiro se tornou uma das figuras mais importantes do time de peteca. Chegou a disputar o mundial da Itália em 2003 (vencido pela anfitriã), conqusitando o 4° lugar (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=10837753&tid=2469820767472082081) e prêmio de melhor levantamento traseiro de peteca.

No entanto, após uma triste acidente com sua traseira, o Oscar do Ipiranga, acabou tendo que abandonar o esporte. Ainda desanimado pelo fracasso de sua tranferência para Minas, Tomate resolveu retomar os estudos que nunca havia iniciado (???). Acabou ingressando 3 anos após o 4° lugar na Itália, na Faculdade Cásper Líbero, onde, após um tímido primeiro semestre futibolístico, conheceu o desesperado presidente da equipe do Jossé, Israel de Jerusalém, que precisava de 3 reforços: Um goleiro, um zagueiro, e um meia, para substituir Marcos, que havia sido vendido para um clube da Ucrânia. "Tomate caiu do céu! Quando que eu poderia imaginar que eu mataria 'dois coelhos com uma caixa d´água só'(sic)". Após semanas de discussão, Tomate fechou contrato com a equipe Paulistana (e Jocessense) até 2009 com dupla função: Zagueiro e Goleiro. Junto de Tomate, a equipe do Jossé contratou também o meia Donzello, que dava sopa na Noruega.

Na equipe do Jossé trouxe incovações de sucesso como o Carossel Jocoso e o shortinho vermelho, que já conquistou massas. No entanto, o atleta ainda não tem numeração defeinda devido a sua posição de Curinga na equipe. "Já vendemos diversos produtos com a marca dele, mas a camiseta tem sido difícil. Ora ele joga com a 12 ora com a 3. Assim fica difícil", pronunciou o presidente Israel.

Tomate é um atleta além do seu tempo. Em apenas uma partida, conquistou os corações dos torcedores da Mancha Jocosa (principal organizada do Jossé), que esqueceram o grande ídolo do passado, Cone de Almeida, devido a forte presença desse Ipiranguense.

quarta-feira, novembro 22, 2006

La Tequilada, 1/4

Finalmente, o texto, a lenda. Não fiquem bravos pela demora, toda obra de arte demora para ser criada. Mas quem sabe não vale um Pulitzer?
Afinal é uma visão séria e preocupada desse farnel irresponsável e inconseqüente que foi a Tequilada. Bom, pra começar que a patota que estava comigo e com a Fernanda (minha namorada, pros que ainda não sabem ou não acreditam) fugiu de nós na estação Paraíso do metrô, deixando-nos sozinhos. E o pior é que eu nem pedi pra eles dessa vez. Isso porque eles queriam ir para a escada normal e eu optei pela rolante porque a Fernanda estava de salto, e creio que seja desconfortável para ela subir as escadas normais. Mas todos aqueles homens machistas e insensíveis saíram correndo.

Cheguei sozinho com ela (quase o nome de uma música), e após encontrar conhecidos na porta, entre eles um policial que em breve será introduzido na história, adentrei no recinto onde o pecado reinava. Após uma breve análise, fui pegar uma cerveja. Depois outra e mais outra. Multiplique-se isso por dois, já que pegava pra mim e pra Fê, e o resultado é um puta malabarismo pra atravessar aquele mar de gente. Claro que derrubei uns 3 litros de cevada no total, mas paciência. Me vinguei pela Pororoca.

Nisso a festa se resumiu a eu ir de um lado para outro com a Fê, às vezes com as amigas dela e infelizmente, com o Daniel também. Até que em certo momento, às 2 da manhã, precisamente, começou a animação. Primeiro, um cara desesperado tentando procurar a enfermaria (sala dos horrores) porque a amiga dele estava muito mal. Depois, uma pseudo-briga no salão próximo às bebidas que entristeceu meu amigo PM. Quando contei a ele o ocorrido, eis que o rapaz me fala: "E eu perdi? Porra. Me avisa quando houver outra." Antes que eu o indagasse, ele já se adiantou e disse: "Não se preocupe, estou desarmado".

Após esse quase genocídio, fui ao banheiro. Pela terceira vez. Logo na porta, vejo uma garota rolando na pequena rampa molhada (porém não intransponível) que dava acesso aos banheiros. Após breve gargalhada, vou ao mictório, já que as privadas estavam todas dominadas pelo público feminino. Dentro do banheiro que restou, havia um mictório gigante cheio de copos de cerveja dentro (bom, era um líquido amarelo) e uma parede do lado oposto. Mas é claro que naquela altura do campeonato, a parede também é mijódromo. Saindo para lavar a mão (sim, alguns homens ainda fazem isso!), vejo uma cena escatológica. A área das pias era unissex, com diversos espelhos, torneiras e cubas de porcelana (nossa, que surpresa). Bem, uma pessoa que devia ter comido uma azeitona estragada havia deixado a sua janta em uma das pias, que estava cheia de fluidos estomacais quase até a boca.

Pois bem, um rapaz ligeiramente alterado chega para lavar a mão e vai direto para aquela pia. E mergulha a mão na sopa (tinha até pedaços semi-digeridos de carne), imaginando que fosse um sabonete, ou algo assim. Imaginem a cena. ------------ continuem imaginando---------------- Pois é, quase vomitei também.

Depois disso, desço eu e a Fê, e chegando próximo à enfermaria, o Daniel me vira e fala:
"Olha lá dentro. Vê se você acha alguém conhecido". Olhei e vi uma cabeleira rala e loira apoiada na parede. Nada surpreendente, admito, mas um sentimento de preocupação e aflição varreu meu coração. Por três segundos. Depois, ficamos eu, Camilo e Daniel decidindo quem levaria o rapaz (Pseudônimo: Rafael) para casa, mas a decisão ficou sob júdice, já que ele melhorou no final da festa.

E era final mesmo, com o salão do subsolo quase vazio, excetuando-se pelo Queiroz que estava meio sujo (literalmente). Nisso fomos embora do lugar que se incendiou com a festa (ahn ahn). Aliás, o Shrek fez falta lá. Imaginem ele batendo no teto com o punho e cantando: Vamo pegar fogo, ô ô ô ôooooo.Ok, foi algo que eu pensei e, na hora, foi engraçado. Cri ...cri É, não foi, mas tudo bem.Lá fora fomos esperar o Bruno e seu amigo embriagado melhorar, e após uns 30 minutos com ele aloprando o pobre coitado, fomos em direção ao metrô Anhangabaú. Mas para isso tinha que atravessar a 9 de julho, e como somos viris e corajosos (na verdade, preguiçosos), optamos por atravessá-la por baixo, ignorando a passarela. E fomos fazer isso na frente da entrada do Terminal de ônibus Bandeira.

Agora, vamos visualizar: A avenida 9 de julho é uma avenida de fluxo rápido (com canteiro central), e nas margens também. Então estávamos todos parados na beira desse canteiro lateral, que tinha um metro e meio de altura, eu acho. Paramos para aguardar um ônibus que ia entrar no supracitado terminal. Nisso o amigo ligeiramente alterado do Bruno vem correndo, pula e mergulha para o asfalto. Caindo de pé nele, corre descontrolado mais alguns metros para frente, cai e ainda se arrasta no asfalto, se contorcendo, como se quisesse continuar, mesmo ferido. Detalhe: ele fez isso em frente a um ônibus bi-articulado, aqueles veículos pequenos, com só 22 metros de comprimento (O que tem duas sanfonas, sabe?).

O motorista, com cara de desprezo e pena, aguarda nós socorrermos o rapaz e o colocarmos no canteiro central. Em seguida vinha mais um ônibus na mão oposta, então a Fernanda subiu rápido para o canteiro central. Nesse momento a janela aberta da guarita de um segurança que ficava no meio do canteiro bateu na cabeça da Fernanda, que caiu sentada na grama. Bem, para ser sincero: eu fiquei com pena, pois era a Fê e ela tinha se machucado. “E se fosse o Daniel, por exemplo?”, me indagaria alguma voz maligna. Aí, nesse caso, eu infartaria de dar risada. Mas paciência.

Agora, a melhor parte: a parte onde fomos todos dormir, nós três. Daniel, eu e a Fernanda. Mas vou logo avisando aos tarados de plantão que não rolou um Mènage. De cueca, basta a minha. De qualquer forma, fomos dormir na casa de uma amiga da Fê próximo à Paulista. Eu e ela dormimos em um colchão no chão e o Daniel no sofá logo ao lado (tá se acostumando). Eu tirei a calça (jeans, pesada e desconfortável para dormir, por isso tirei, bando de pervertidos!). Após me divertir com o horror do Daniel de me ver de coxas nuas, iniciei meu sono com a Fê. Passaram-se cerca de 15 minutos e acordo com um ronco, quase como um gordo sufocando. Era nosso amigo tomate em seu sono. Após breve desabafo com a Fernanda sobre a barulhenta característica do rapaz, hesitei em acorda-lo, então tentei voltar a dormir. Consegui, após 10 minutos.

E a festa se resumiu a isso. Sem sexo, sem bebedeira, sem vômitos (da minha parte e da Fê)....brochante para alguns, mas as risadas compensaram. E espero que essa descrição tenha saciado a fúria de vocês por novos ângulos da festa.

Grandes craques à frente de seu tempo - 1

Camillo Donzello, o Donza



Nascido em 1985, em Pirapora do Bom Sucesso, no Pará, o líbero Jossénse mudou-se para Araçatuba antes de completar um ano de idade. Pimpolho esperto que foi, só dormia olhando as fitas VHS do pai (o famoso cantor sertanejo Jão Donzello) , onde assistia encantado às partidas da seleção da Holanda de 1974.

Tão logo aprendeu a andar, Donza tinha sempre uma bola nos pés. Aprendeu a cabecear aos três anos de idade, a chutar com efeito aos quatro. Aos 6, já havia desenvolvido um drible completamente novo, que chamou de “A Pedalada Manca” – homenagem ao Mané (Garrincha, não o Colombari).

Donzello passou pelos oito grandes clubes da capital do Boi Gordo: O Nacional de Araçatuba, o Internacional de Araçatuba, o XV de Novembro de Araçatuba, o Araçatubense F.C., o Clube Atlético Araçatubense, o Grêmio Esportivo Araçatubense, o Associação Esportiva Araçatuba e o Sociedade Esportiva Boi Gordo, sempre ostentando o número 14 de Cruyff. Descontente ao ser injustamente rotulado de ‘mercenário fiadaputa’ pelas torcidas que tanto amava, chegou a cogitar abandonar o futebol.

Então, veio o convite para jogar na Europa. Donza passou pelo futebol norueguês, que transformou o menino franzino em músculos, força bruta e pura libido. O futebol arte virava futebol arte marcial – mas, sem perder o molejo tupiniquim, Camillo criou técnicas defensivas com movimentos de capoeira. Ainda nessa temporada, por uma questão linguística, a equipe do Oslo Fylker decide mudar a sua alcunha para simplesmente “Donz”.

Feito o pé-de-meia, Donz volta ao Brasil e decide estudar. Repete três vezes o supletivo para o ensino médio, mas passa numa conceituada (?) faculdade de jornalismo e logo consegue bolsa de estudos pelo programa ‘Adote um Atleta’.

Logo, Donzello consegue uma vaga no espetacular auri-rubro de JoC, o Sociedade Esportiva Jossé. Equipe tradicional, passava por uma crise tenebrosa antes da contratação do craque (que se deu juntamente com a chegada do mediano Daniel Tomiate, que veio como troco na compra de seu passe). Donza reformula o time, jogando pela primeira vez num esquema tático semelhante ao Carrossel Holandês – o Carrossel Jocoso.

Idolatrado pela Mancha Jocosa, o número 14 diz que ainda tem muitos anos de futebol pela frente e que vai continuar desprezando Dunga, os outros seis anões e a seleção brasileira, visto que está todo contente e alegrinho com seu clube atual. Sorte do nosso Jossé.

domingo, novembro 19, 2006

DIÁRIO DO DIA

[...com um certo atraso, mas ainda em tempo:]

Diário do Dia

eleições por voto_____________________________________________

Eleições presidenciais elegem presidente

A apuração feita pela contagem de votos somou as opções de cada eleitor

por jornalista autor da matéria

Somente após o término das votações é que os votos foram apurados. Coinscidentemente, o vencedor teve a maioria dos votos e foi, assim, eleito como o único novo presidente - o outro candidato perdeu e, dentre os dois, ficou em segundo. O presidente eleito deverá exercer o cargo da Presidência da República e passará a governar assim que for empossado.

sábado, novembro 18, 2006

La Tequìada (paite tiêis) - Por onde andei

Provas e entregas de trabalho à parte, a Tequilada começou quando cheguei na faculdade. Piu-piu, nosso atleticano jocense, me faz desconfiar de sua masculinidade quando dispara "uhú, vai bombar, já esgotaram os ingressos masculinos". Diante da minha cara incrédula, ele se corrige: "FEMININOS, desculpa".

Depois, showzinho de Zé Lattaro e Jão Donzello, nossos sertanejos afinadíssimos. Destaque para a minha dramatização de Menino da Porteira (Sérjão Reis é foda).
A coisa toda culminou numa mesa redonda (sem mesa e um tanto quanto disforme) sobre assuntos diversos, com a participação do veterano jodense Márcio (o pinguim do Linux na Pororoca, sabe?)

Reunião macha no hall dos elevadores, esperando a mulherada ficar toda embonecada. Lembrando que, exceto o Donza e seu conjunto de jaqueta e cueca de couro, os hômi tava tudo esculachado.

As meninas foram de ¹táxi (cê sabeee... tava morrendú de saudatchí), e nós passamos numa república de meninas de RTV, pra que o Patrão pegasse a Patroa, pra só então ir até o metrô.

No Paraíso, a biba-mor da sala resolveu que só ia subir de escada rolante, e, visto o comprimento e volume da fila, dividido pela vazão de pessoas, decidimos deixá-lo pra trás com a Patroa.

Já no Anhanhangabaú (eu sempre me confundo pra falar isso, é um disparate esse uso de palavras indígenas com sons bizarros), seguimos (Eu, Rafa, Donz e Luquinhas) para o edifício Joelma. Atravessamos por dentro da garagem da EMURB, chegando à esquina do prédio da festa. Perto da saída que estávamos, o guardinha disse que tínhamos que usar a passarela.

Na porta da balada, reuniãozinha primeiroanista de Jo. Patrão chama a Tatti pra 'fila', pelo celular. Acho o infeliz e fico esperando o resto do povo. A perceber que aquilo não era fila, e que NÃO TINHA fila, decidi entrar, aproveitando a fila indiana jodense composta por Tampítha-amiga da Tampítha-Cris-André Albano.

Cris, Tampítha e sua amiga, devido ao tipo físico mais apto a fluir em meio à multidão, alcançaram o bar primeiro, seguidas de perto por mim e pelo homem-título do troféu André Albano (premia as piores piadas. Uma espécie de pré-requisito para o troféu Rodrigo Ribeiro).

no balcão do bar, o veterano Rafa (da atlética) me saúda com um ‘oi, bixo’ enquanto empunha um copo de breja. Retribuo o cumprimento e dou um passo para o lado, pegando abreja da mão d’AQUELA mina da atlética. Não peguei e nem vou pegar, mas, pôxa, deixa eu ser feliz

Com a cerveja na mão, me vi sozinho. Os jodenses acabaram por se esvair no meio do povo. Confesso que teria chorado, não fosse a cerveja (então) gelada nas mãos. Comecei então a perambular, num trajeto banheiro-pista de dança, sem desconfiar da existência de um piso inferior. Como os outros jocênces estavam por lá, é meio óbvio que não os encontrei.

Em tempo: todos os conhecidos que encontrei nesse momento não pertencem ao primeiro ano curso mais concorrido da Cásper ²(843 candidatos por vaga, oito mil e trezentos reais por mês): Bia Bourroul, Milca Tavares, Maria Teresa Cruz (aka tatu-bola), Ricardo Azedo (o chato que não se aguenta e pede pra ser tacado no mar - devidamente coberto por seu sombrero e sua máscara), o Rafa da AAAAAAA (sei lá quantos são os 'A's, mas são muitos), Ivan Kosmack (irmão da namorada do irmão da minha ex. É difícil entender, droga?), Yuri Buca (canhoto maldito do XV de JoC). E pegava mais uma breja a cada passada pelo bar.

Duas vezes completado o trajeto (em aproximadamente 16horas, resultando na média de velocidade de 3cm por minuto), acho o Patrão, a Patroa e as amigas dela, de RTV. A Patroa resolveu ir até a pista de dança.

1 - pra quê tanto piercing nessas pessoas? Por que essa gente se fura tanto, meu deus?
2 - PORRA, MAS ESSA ***** DE MÚSICA NÃO MUDA NUNCA?
3 - essa juventude usa drogas demais. E tenho dito.
4 - por que raios essas pessoas ficam? Acham que vão encontrar o grande amor numa balada que inutiliza qualquer calçado?
5 - por quê, por quê, POR QUÊ INVENTARAM A MALDITA ESTROBOSCÓPICA?
6 - como assim, "ar condicionado só tem na enfermaria"? Vai dizer que as pessoas gostam desse calor? Tanto quanto gostam DESSA MERDA DE ³PCJMS NO CHÃO, NÉ???

Volto sozinho ao bar, sedento de jocosos. É quando realmente os encontro: Mamá, Karina, Sheìa Maìa Vaiente de Mìanda, Luquinhas, Tatti, Rafa e Donz.

O povo todo decide enfrentar a fila do bai pra pegar mais uma tequila, enquanto o Donza vai ao banheiro e me pede pra esperar. Bem, tinha um sofazinho ali ao lado e eu tava um pouco cansado. Sentei, cutuquei o Luquinhas na muvuca do bar, falei algo com a Kazão. Algo me faz acreditar que o Jão Donzello saiu do mictório nesse meio tempo, já que esperei por mais uns minutos e não o vi. E os jocosos se foram.

Ao menos, tinha descoberto a existência do subsolo, e, com isso, um mundo de sensações, um mundo de vibrações, de coisas maravilhosas (eu tinha que citar Magal no meu texto, dá licença poética?). Na direção da escada, encontro o 1JoD em peso: Mé, Albano, Brunella, amigo do Brunella, Dedé Maquênze, amigo do Dedé Maquênze, Felipe Carlos Tevez Queiroz, Cris, Tampítha e amiga da Tampítha.
As idas cada vez mais constantes ao bar me fizeram encontrar pessoas da minha sala: Tatti, Sheìa, Kazão, Lucas e Rafa, numa escadinha mal iluminada (praticamente um beco). Donz chega logo depois e dispara a seguinte pérola: “Tomiate, eu quero ir à luta, mas não sei fazer sem um comparsa. Vamos?”

À minha resposta afirmativa, seguimos para o bar de cima, procurando alvos no caminho. No balcão, ao chamar o araçatubense de “Dom”, percebo a importância de um apelido forte, másculo e um tanto mafioso: Uma menina virou o pescoço pra procurar meu interlocutor. Não acho, pra sorte dele. Era zuadinha. Mas acabamos chegando ao Patrão, perto do banheiro.

“(...) o Donza vai ao banheiro e me pede pra esperar. Bem, tinha um sofazinho ali ao lado e eu tava um pouco cansado. (...). Algo me faz acreditar que o Jão Donzello saiu do mictório nesse meio tempo, já que esperei por mais uns minutos e não o vi.(...)”

Desci, fiquei à porta da enfermaria, aproveitando um pouco do ar condicionado. Um sujeito pára ao meu lado. Milênios se passaram até que o infeliz me perguntasse se ali era a fila do banheiro e que ah, obrigado, então eu vou procurar outro canto pra mijar porque não vai dar tempo de atravessar a festa.

Albano chega, me dá um copo cheio de cerveja e diz que ta meio travado. Meio travado que já estava, bebi o copo do rapaz e comecei a beber água. Ninguém aqui imagina a diversão que é tacar o lacre de papel alumínio dos copos d’água na orelha dos bombadinhos dançando.

Brunella se aproxima e diz que Felipe Carlos Queiroz está trêbado. Avisa também, mostrando as horas no celular, que tá quase em tempo de começar a Rodrigar “sem preconceito. É lapada na rachada”.

Volto ao JoD. Sono, sono, e me identifico com a Tampítha sentada num cantinho, sem as botas, os olhos quase fechando. Sentei do lado e começamos a cochilar.
Nesse momento, surge Felipe Carlos. Dançando de forma bizonha, com PCJM’s dos pés à cabeça, ele se apóia no meu ombro e diz que gosta de mim. Medo.

Convido André Albano para uma última dose de tequila (minha terceira), vou buscar a bebida (afinal, quando não sou paga-lanche, sou busca-birita) e me atrapalho na hora de virar o copinho. Um pequeno engasgo que faz meu estômago espumar e traz à tona um projeto de gorfo. Cris, preocupada, tenta desesperadamente me ajudar (apesar de eu estar absolutamente lúcido, consciente e equilibrado. Foi só algo da tequila que poderia ter acontecido até na primeira dose) e me aconselha a buscar mais uma água. E, com isso, mais um bombadinho virou alvo.

Encontro Patrão e Patroa no bar de destilados da parte de baixo, em frente à enfermaria. Chega a notícia tragicômica de que o Rafa tava dormindo na salinha de horrores. E era quase hora de ir embora.

Na porta do gorfódromo, do lado de dentro, estava Donz em pé. O interiorano me chama com um aceno e pede pra trocar de lugar, porque ia buscar mais coisinhas alcoólicas. Entro, olho pro Rafa e digo que ele realmente não sabe beber. Ele retruca com uma breve abertura dos olhos.

A veterana Bia Bourroul tava lá dentro, com dois amigos (um homem e uma mulher) ultrapassando o ridículo etílico: o rapaz tava só em observação, mas a moça dormia com a língua encostada no chão coberto por gorfo alheio. A segundojodense diz que não sabe como vai voltar pra casa, pois sua carona era uma moça que estava usando o espaço do carro para fins, digamos, impróprios.

Donz volta ao gorfódromo, eu saio e vu ao banheiro. Na volta, cruzo com o Patrão (no bom sentido), informando que os bebaços estavam saindo.

***

O que aconteceu fora da festa, deixo para Donz, Rafa, Patrão, Patroa, Luquinhas e Brunella comentarem. Cansei de escrever (e já não era sem tempo).


¹HUCK, Angélica - Tratado sobre os meios de transporte da era pós-moderna
²MENEZES, J. Eugênio - Estatuto do fã-clube do Umberto Eco
³PCVC, Gra Pcjb - JUCA - resumidamente, o PCJM é a poeira naturalmente encontrada no chão misturada a todos os fluidos humanos. TODOS.

quinta-feira, novembro 16, 2006

LA TEQUILADA (Parte 2)

Agora é a vez de a titular do Sheylês estrear neste blog! E preparem-se: por não estar (muito)bêbada e não ter me ocupado de outras coisas, tenho dados interessantes sobre a última festa casperiana.

Sem mais enrolação. Vamos aos podres:

Os band-aids nojentos do meu pé - Sim, eu quis ir paquita na balada e me meti num salto de tamanho prejudicial à saúde dos meus pés. Antes mesmo de SAIR da Cásper já havia umas bolhas altas (aiêêê, caialho, que doi nos meus deidos!!!). Comprei uma caixa com 35 band-aids e usei uns 20, o que pirou muito a situação, já que a colinha zuada ficou grudando na sola da sandália e eu não conseguia mexer o pé dentro dela a noite inteira! E o pior: o pai da Kazão foi nos buscar já eram umas 4 horas, e eu quase não estava conseguindo andar (de dor no pé, não de cachaça). Mas acho que ele pensou que era pela segunda opção, porque quando eu entrei no carro ele perguntou: "Tá tudo bem aí, Sheyla?"

O famigerado selinho - Não pensem vocês que, por serem as duas protagonistas amigas minhas muito queridas, eu podia imaginar! Eu também me assustei (como assim? elas enlouqueceiam? hahaha) e fiquei pensando que a tequila (se bem que só tínhamos matado uma dose - ainda) exerce efeitos bem interessantes nas pessoas. Quer dizer, dependendo do ponto de vista. Do masculino, acho que deve ter sido fantáistico!

O sumiço do Donzelo - Até umas duas da manhã ele acompanhou o pequeno grupo (Kazão, Tatti, Mamá, Luquinhas, Rafa e uns agregados do D, além de mim). Com pequenas fugas, mas para buscar cerveja - pelo menos era o que dizia. Depois da 3º dose de tequila, que já desceu meio rasgando, confesso, o cara sumiu de vez! Ele deve ter achado uma cabritinha e se amarrado com ela por algum dos muitos becos da balada. Quando em perguntaram dele, só pude dizer: Ah, eu avisei, com aquela caia de safado! A última vez que vi ele taiva com um coipo de ceiveja andando poi aí. Quando eu estava quase indo embora, volta ele se sacudindo todo na minha frente, cantando alto: SE ME VÊ AGARRADO COM ELA SEPARA QUE É BRIGA, TÁ LIGADO!

Os efeitos sórdidos - Estava tudo muito bem, já era quase três da manhã e eu não tinha visto ninguém da galera passando mal, nem passando vergonha (Mas isso nem é tão surpreendente, porque o Rodrigo e o Daniel estavam desapecidos). Devido às já mencionadas bolhas, fiquei procurando um lugar pra sentar, achei umaescadinha simpática e, como já estávamos todos meio breacos (4 doses mais uns 5 copos de cerveja quente), fomos nos acomodando. O Rafa e um menino de PP nos degraus de cima, Tatti e eu nos debaixo, Kazão e Mamá nos seguintes. Conversa vai, fumaça de cigarro vem, do nada rolou um silêncio (DICA: desconfiem sempre desses silêncios repentinos entre bêbados). Aí virei pra Tatti e falei: Caialho, Tatti, sinto que o Rafa vai goifai em cima da gente! Não deu outra. Dois segundos e meio após a minha premonição, só escutamos o barulho. Pois é. Ele gorfou nas nossas costas. Lembram daquela blusa branquinha? Ainda bem só pra fazer chaime, e tinha outra embaixo, senão não sei nem o que eu tinha feito. Aí, a Tatti, que tem um estômago muito sensível, começou a gorfar de nojo, e ficou uns três minutos abrindo o bocão no meio da balada. E a Kazão e eu fomos ficando com vontade também, mas aí saímos correndo pra não zuar mais o barraco. Arght!

Esses são os que me lembro bem. Devem ter mais estragos, mas deixo pras outras versões! É Jocosos na Cobertura de eventos importantes (ou não). hahaha

quarta-feira, novembro 15, 2006

LA TEQUILADA (Parte 1)

Uns tomam éter, outros cocaína. Eu já tomei tristeza, hoje tomo TEQUILA!!!
O que dizer da última festa Casperiana do ano? NADA. Essa festa não tem palavras pra ser defenida, somente atos. Fico encarregado de abrir a mala das fofocas sobre a festa, e meus amigos, em outros posts, encerram.
O começo foi antes de começar (???). Ainda na Cásper, a famossísima dupla Zé Donatto & João Donzello fizeram um show histórico, cantando sucessos que foram sendo pedidos pelos fãs. O show terminou com a presença ilustre de Nanami Sato, assistindo à performance da dupla e de uma convidada, a cantora Faila.
Até aí estava tudo bem. Era hora de rumarmos para a 9 de Julho. Alguns foram de Taxi, assim como a Angélica, e outros, mais humildes, foram utilizando nosso amado transporte metropolitano subterrâneo. Acho bom ressaltar, que houveram (houve??) diversos atrasos causados por maquiagens e patronagens. Mas chegamos.
Aí, o resto todo mundo já sabe. Tequila na veia. Certo, somente a primeira foi acompanhada pelo delicioso sal e limão, mas valeu a pena.
Não sei ao certo o que aconteceu com Tomate e Patrão que sumiram na festa( isso eles vão ter que contar em outro post), mas em relação aos outros, fatos incríveis podem ser descritos. Poderia fala da Sheyla "faiando que quiia água juinto com a teiquilia", para não terminar na sala dos horrores (horrorres?) (sim meu amigos, havia uma sala dos horreres (horrorres?), na balada. Uma porta para uma sala branca cheia de pessoas derrubadas pelo efeito mexicano da tequila). Ou poderia citar as sumidas constantes de Donzello Boi Gordo, mas não! O ponto ALTO da festa foi um selinho inesperado.
Sim, somente um selinho, mas inesperado. Acontece que estavam distribuíndo uma bebida nova "de grátis", somentepara pessoas que dessem aquele beijo quente que ardente na frente dos distribuídores. Mas o que é um simples beijo quando a recompensa é UMA BEBIDA NOVA ISCRUSIVA QUE NINGUÉM SABE O QUE É? Foi esse o pensamento de duas amigas nossas que deram uma selinho na frente das câmeras (pena que não a minha, porque senão (se não???) teria foto pra colocar aqui). Não vou citar nomes, mas uma é conhecida pelo vulgo "Dupla" e a outra recentemente teve um dedo enfermo.
Enfim, histórias que vão ficar na memória desses humildes escravos da Tequila.
Agaurdamos novas histórias, novas visões de fatos já citados. eu só dei o ponta-pé inicial.
Porém, lembrem-se: É obrigatório o uso do Sheylês nos textos!